Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Spox®, Polixil B®
Apresentações
Pó liofilizado para solução injetável: frasco-ampola 500.000 UI (equivalente a 50 mg de polimixina B base)
Dose por Idade/faixa etária
Neonatologia
Esquema sistêmico (IV):– 15.000–25.000 UI/kg/dia, divididos a cada 12 h (equiv. 1,5–2,5 mg/kg/dia de polimixina B base)
– Em sepse grave por P. aeruginosa, alguns protocolos usam até 30.000–40.000 UI/kg/dia com monitorização rigorosa
Uso intratecal (meningite por Gram-negativos sensíveis):
– 20.000 UI 1x/dia (<2 anos) por 3–4 dias, depois 25.000 UI em dias alternados por ≥2 semanas após culturas de LCR negativas
– Preparação livre de conservantes; procedimento especializado
Pediatria geral
Infecções graves por Gram-negativos (Pseudomonas, Acinetobacter) quando alternativas são ineficazes/contraindicadas:– 1,5–3 mg/kg/dia de polimixina B base, IV, divididos a cada 12 h (equiv. 15.000–30.000 UI/kg/dia)
– Dose usual prática: 1,5–2,5 mg/kg/dia (q12h)
– Ajustar pela resposta clínica e toxicidade (renal/neuro)
Via de administração
Intravenosa (IV).
Intratecal (meningite por bacilos Gram-negativos sensíveis) — uso restrito e especializado.
Intramuscular: evitar (dor intensa; usar apenas se não houver alternativa).
Intratecal (meningite por bacilos Gram-negativos sensíveis) — uso restrito e especializado.
Intramuscular: evitar (dor intensa; usar apenas se não houver alternativa).
Esquema posológico
Reconstituição:
– Cada frasco (500.000 UI) contém ≈50 mg de polimixina B base.
– Reconstituir com 2 mL de Água para Injeção (concentrado).
Diluição para infusão IV:
– Diluir o conteúdo reconstituído em 250–500 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
– Infundir como infusão IV contínua/lenta conforme protocolo institucional (evitar bolus).
Intratecal (meningite):
– Preparar solução estéril conforme bula institucional; administrar apenas por equipe experiente.
Estabilidade (após preparo):
– Após reconstituição: estável por 24 h à temperatura ambiente (15–30 °C) e 72 h sob refrigeração (2–8 °C).
– Após diluição: seguir a mesma janela (usar preferencialmente imediatamente).
Compatibilidade:
– Usar SF 0,9% ou SG 5%; evitar soluções alcalinas (reduzem estabilidade).
– Dedicar linha exclusiva quando possível; não misturar com fármacos incompatíveis.
Observações práticas:
– Calcular doses usando polimixina B base (mg/kg/dia) ou UI/kg/dia (1 mg = 10.000 UI).
– Monitorar função renal e sinais de neurotoxicidade; ajustar conforme tolerância.
– Para bacilos com CIM elevada (p. ex., A. baumannii), alguns serviços utilizam esquemas otimizados PK/PD (infusões prolongadas).
– Cada frasco (500.000 UI) contém ≈50 mg de polimixina B base.
– Reconstituir com 2 mL de Água para Injeção (concentrado).
Diluição para infusão IV:
– Diluir o conteúdo reconstituído em 250–500 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
– Infundir como infusão IV contínua/lenta conforme protocolo institucional (evitar bolus).
Intratecal (meningite):
– Preparar solução estéril conforme bula institucional; administrar apenas por equipe experiente.
Estabilidade (após preparo):
– Após reconstituição: estável por 24 h à temperatura ambiente (15–30 °C) e 72 h sob refrigeração (2–8 °C).
– Após diluição: seguir a mesma janela (usar preferencialmente imediatamente).
Compatibilidade:
– Usar SF 0,9% ou SG 5%; evitar soluções alcalinas (reduzem estabilidade).
– Dedicar linha exclusiva quando possível; não misturar com fármacos incompatíveis.
Observações práticas:
– Calcular doses usando polimixina B base (mg/kg/dia) ou UI/kg/dia (1 mg = 10.000 UI).
– Monitorar função renal e sinais de neurotoxicidade; ajustar conforme tolerância.
– Para bacilos com CIM elevada (p. ex., A. baumannii), alguns serviços utilizam esquemas otimizados PK/PD (infusões prolongadas).
Farmacologia
Classe Terapêutica
Antibacteriano polipeptídico (classe das polimixinas), ativo contra bacilos Gram-negativos.
Mecanismo de Ação
Catiônico que se liga ao lipopolissacarídeo (LPS) da membrana externa de Gram-negativos, desorganizando a bicamada, aumentando a permeabilidade e causando morte celular.
Farmacocinética
Absorção: não absorvida por via oral; uso parenteral.
Distribuição: baixa difusão tecidual; penetração limitada no SNC; atravessa pobremente a barreira hematoencefálica.
Metabolismo: mínimo/metabolismo não significativo.
Eliminação: excreção lenta, principalmente renal; risco de acúmulo em disfunção renal.
Distribuição: baixa difusão tecidual; penetração limitada no SNC; atravessa pobremente a barreira hematoencefálica.
Metabolismo: mínimo/metabolismo não significativo.
Eliminação: excreção lenta, principalmente renal; risco de acúmulo em disfunção renal.
Interações medicamentosas
Aumenta risco de nefro/neurotoxicidade com: aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina, tobramicina), vancomicina, anfotericina B, bacitracina, cefaloridina.
Potencializa bloqueio neuromuscular com relaxantes curariformes (ex.: succinilcolina) e anestésicos; risco de apneia.
Evitar associação com outras drogas neurotóxicas; monitorização intensiva quando inevitável.
Potencializa bloqueio neuromuscular com relaxantes curariformes (ex.: succinilcolina) e anestésicos; risco de apneia.
Evitar associação com outras drogas neurotóxicas; monitorização intensiva quando inevitável.
Tipo de Receituário
Receita branca comum (tarja vermelha). Uso predominantemente hospitalar; sem retenção de via na dispensação institucional.
Referências bibliográficas
Fonseca VM et al. Blackbook Pediatria – 5ª ed., 2019
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer Health; 2024
UpToDate® – tópico: “Polymyxin B: Pediatric drug information” (acesso em abr/2025)
Consulta à bula do medicamento via Anvisa
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer Health; 2024
UpToDate® – tópico: “Polymyxin B: Pediatric drug information” (acesso em abr/2025)
Consulta à bula do medicamento via Anvisa
Uso seguro
Contraindicações
Hipersensibilidade às polimixinas.
Evitar uso IM em crianças (dor intensa); preferir IV.
Uso intratecal apenas em meningite por agentes sensíveis, por equipe experiente.
Evitar uso IM em crianças (dor intensa); preferir IV.
Uso intratecal apenas em meningite por agentes sensíveis, por equipe experiente.
Efeitos adversos
Renais: nefrotoxicidade (albuminúria, cilindrúria, elevação de ureia/creatinina, oligúria).
Neurológicos: tontura, sonolência, parestesias; neurotoxicidade com risco de bloqueio neuromuscular e apneia (especialmente com anestésicos/relaxantes).
Infusão/locais: flebite; dor intensa se IM.
Hematológicos/Infecciosos: superinfecção por organismos não suscetíveis; diarreia associada a C. difficile (raro).
Outros: erupção cutânea, febre medicamentosa.
Neurológicos: tontura, sonolência, parestesias; neurotoxicidade com risco de bloqueio neuromuscular e apneia (especialmente com anestésicos/relaxantes).
Infusão/locais: flebite; dor intensa se IM.
Hematológicos/Infecciosos: superinfecção por organismos não suscetíveis; diarreia associada a C. difficile (raro).
Outros: erupção cutânea, febre medicamentosa.
Ajustes
Insuficiência renal
Neonatologia: reduzir dose total diária e/ou prolongar intervalos; monitorar rigorosamente função renal e sinais de neurotoxicidade.Pediatria geral: considerar redução da dose diária total quando ClCr reduzido; exemplos de referência clínica:
– Função normal: 2,5 mg/kg/dia (25.000 UI/kg/dia)
– Função 30–80% do normal: 1,0–1,5 mg/kg/dia após o 1º dia (10.000–15.000 UI/kg/dia)
– <25% do normal/anúria: 1,0–1,5 mg/kg/dia em dias alternados ou conforme níveis/risco clínico
– Hemodiálise: redosagem pós-sessão conforme quadro clínico
Insuficiência hepática
Ajuste específico geralmente não necessário; manter vigilância clínica.Uso na gravidez
Categoria C (Anvisa). Usar apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial ao feto.
Uso na lactação
Dados limitados; risco potencial pelo perfil de toxicidade sistêmica. Avaliar risco-benefício; preferir alternativas quando disponíveis.
Precauções Especiais
Monitorar função renal (ureia/creatinina, débito urinário) e sinais de neurotoxicidade.
Evitar associação com aminoglicosídeos, vancomicina, anfotericina B e outros nefro/neurotóxicos.
Risco de bloqueio neuromuscular e apneia com relaxantes/anestésicos: suporte ventilatório se necessário.
Uso intratecal apenas em meningite por Gram-negativos sensíveis, com preparo estéril e equipe habilitada.
Ajustar esquema em DRC; em neonatos e prematuros, preferir esquemas conservadores com monitorização estreita.
Evitar associação com aminoglicosídeos, vancomicina, anfotericina B e outros nefro/neurotóxicos.
Risco de bloqueio neuromuscular e apneia com relaxantes/anestésicos: suporte ventilatório se necessário.
Uso intratecal apenas em meningite por Gram-negativos sensíveis, com preparo estéril e equipe habilitada.
Ajustar esquema em DRC; em neonatos e prematuros, preferir esquemas conservadores com monitorização estreita.
Referências de Dose
Neonatologia
Esquema sistêmico (IV):– 15.000–25.000 UI/kg/dia, divididos a cada 12 h (equiv. 1,5–2,5 mg/kg/dia de polimixina B base)
– Em sepse grave por P. aeruginosa, alguns protocolos usam até 30.000–40.000 UI/kg/dia com monitorização rigorosa
Uso intratecal (meningite por Gram-negativos sensíveis):
– 20.000 UI 1x/dia (<2 anos) por 3–4 dias, depois 25.000 UI em dias alternados por ≥2 semanas após culturas de LCR negativas
– Preparação livre de conservantes; procedimento especializado
Pediatria geral
Infecções graves por Gram-negativos (Pseudomonas, Acinetobacter) quando alternativas são ineficazes/contraindicadas:– 1,5–3 mg/kg/dia de polimixina B base, IV, divididos a cada 12 h (equiv. 15.000–30.000 UI/kg/dia)
– Dose usual prática: 1,5–2,5 mg/kg/dia (q12h)
– Ajustar pela resposta clínica e toxicidade (renal/neuro)
