Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Keppra®, Elepsia®, Zenvia®, Levetil®, Levetec®, Epixet®
Apresentações
Solução oral: 100 mg/mL
Comprimidos revestidos: 250 mg, 500 mg, 750 mg, 1000 mg
Solução injetável (IV): 100 mg/mL (frasco-ampola de 5 mL)
Comprimidos revestidos: 250 mg, 500 mg, 750 mg, 1000 mg
Solução injetável (IV): 100 mg/mL (frasco-ampola de 5 mL)
Dose por Idade/faixa etária
Neonatos:
• Neonatos ≥34 semanas de IG: iniciar com 10 mg/kg/dose, EV a cada 12h. Ajustar conforme resposta clínica até 20–40 mg/kg/dose a cada 12h (*neofax*).
Pediatria geral:
• 6 meses a 17 anos: iniciar com 10 mg/kg/dose VO ou EV a cada 12h. Aumentar gradualmente até 30–40 mg/kg/dose, 2x/dia. Dose máxima: 60 mg/kg/dia.
• ≥50 kg: dose semelhante ao adulto (500–1500 mg, 2x/dia).
• Neonatos ≥34 semanas de IG: iniciar com 10 mg/kg/dose, EV a cada 12h. Ajustar conforme resposta clínica até 20–40 mg/kg/dose a cada 12h (*neofax*).
Pediatria geral:
• 6 meses a 17 anos: iniciar com 10 mg/kg/dose VO ou EV a cada 12h. Aumentar gradualmente até 30–40 mg/kg/dose, 2x/dia. Dose máxima: 60 mg/kg/dia.
• ≥50 kg: dose semelhante ao adulto (500–1500 mg, 2x/dia).
Via de administração
Oral ou intravenosa
Esquema posológico
Administrar a cada 12 horas. A solução oral pode ser diluída em pequena quantidade de água. A infusão IV deve ser administrada em 15 minutos. Quando possível, trocar a via IV pela VO sem necessidade de ajuste de dose.
Farmacologia
Classe Terapêutica
Antiepiléptico de nova geração
Mecanismo de Ação
Liga-se à proteína SV2A da vesícula sináptica, modulando a liberação de neurotransmissores e reduzindo a excitabilidade neuronal. Não possui relação estrutural com outros anticonvulsivantes clássicos.
Farmacocinética
Absorção: Rápida e completa após administração oral. A biodisponibilidade é praticamente 100%.
Distribuição: Volume de distribuição: 0,5–0,7 L/kg. Ligação às proteínas <10%.
Metabolismo: Minimemente metabolizado (24%), sem envolvimento significativo do citocromo P450.
Eliminação: Predominantemente renal (>66% excretado inalterado). Meia-vida de 6–8 horas. Prolongada em disfunção renal.
Distribuição: Volume de distribuição: 0,5–0,7 L/kg. Ligação às proteínas <10%.
Metabolismo: Minimemente metabolizado (24%), sem envolvimento significativo do citocromo P450.
Eliminação: Predominantemente renal (>66% excretado inalterado). Meia-vida de 6–8 horas. Prolongada em disfunção renal.
Interações medicamentosas
Baixo potencial de interação. Não interfere em enzimas hepáticas. Pode potencializar efeitos sedativos de outros fármacos. Uso com depressoras do SNC pode aumentar risco de sonolência. A probenecida pode reduzir sua eliminação renal.
Tipo de Receituário
Receituário simples. Não sujeito a controle especial.
Referências bibliográficas
Lexicomp®, Micromedex®, UpToDate®, Neofax (2024), BNF for Children®, ANVISA bula – Levetiracetam
Uso seguro
Contraindicações
Hipersensibilidade ao levetiracetam ou a derivados da pirrolidona.
Efeitos adversos
Neurológicos: sonolência, tontura, irritabilidade, agressividade, agitação
Psiquiátricos: depressão, ideação suicida, alterações de humor
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, anorexia
Hematológicos: leucopenia, trombocitopenia (raro)
Outros: astenia, infecções respiratórias
Psiquiátricos: depressão, ideação suicida, alterações de humor
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, anorexia
Hematológicos: leucopenia, trombocitopenia (raro)
Outros: astenia, infecções respiratórias
Ajustes
Renal: Requer ajuste de dose em pacientes com ClCr <80 mL/min. Neonatos e crianças pequenas podem necessitar intervalos prolongados.
Hepática: Nenhum ajuste necessário, pois não é metabolizado pelo fígado.
Hepática: Nenhum ajuste necessário, pois não é metabolizado pelo fígado.
Uso na gravidez
Categoria C. Estudos limitados, mas não há evidência clara de teratogenicidade. Considerado opção segura relativa quando necessário. Monitorar níveis plasmáticos se uso prolongado.
Uso na lactação
Excreta-se em pequena quantidade no leite. Considerado compatível com a amamentação, com monitoramento de sedação no lactente.
Precauções Especiais
Monitorar alterações de humor e comportamento, especialmente em crianças e adolescentes. Considerar avaliação psiquiátrica em pacientes com histórico de transtornos de humor. Não interromper abruptamente. Ajustar dose em disfunção renal.
Referências de Dose
Neonatos:
• Neonatos ≥34 semanas de IG: iniciar com 10 mg/kg/dose, EV a cada 12h. Ajustar conforme resposta clínica até 20–40 mg/kg/dose a cada 12h (*neofax*).
Pediatria geral:
• 6 meses a 17 anos: iniciar com 10 mg/kg/dose VO ou EV a cada 12h. Aumentar gradualmente até 30–40 mg/kg/dose, 2x/dia. Dose máxima: 60 mg/kg/dia.
• ≥50 kg: dose semelhante ao adulto (500–1500 mg, 2x/dia).
• Neonatos ≥34 semanas de IG: iniciar com 10 mg/kg/dose, EV a cada 12h. Ajustar conforme resposta clínica até 20–40 mg/kg/dose a cada 12h (*neofax*).
Pediatria geral:
• 6 meses a 17 anos: iniciar com 10 mg/kg/dose VO ou EV a cada 12h. Aumentar gradualmente até 30–40 mg/kg/dose, 2x/dia. Dose máxima: 60 mg/kg/dia.
• ≥50 kg: dose semelhante ao adulto (500–1500 mg, 2x/dia).
