Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Revectina®, Leverctin®, Iverneo®, Uciose®, Iverliv®, Ivecte®
Apresentações
Comprimidos: 6 mg
Dose por Idade/faixa etária
Neonatologia
Uso: não recomendado; ausência de estudos de segurança e eficácia.Pediatria geral
Escabiose (sarna), pediculose (piolho):– 200 mcg/kg VO em dose única
– Repetir após 7 a 14 dias, se necessário
Estrongiloidíase intestinal:
– 200 mcg/kg VO em dose única
Oncocercose:
– 150 mcg/kg VO em dose única a cada 6–12 meses
Filariose linfática (Wuchereria bancrofti):
– 200 mcg/kg VO em dose única anual
Larva migrans cutânea (uso alternativo):
– 200 mcg/kg VO em dose única
Observações:
– Administrar sempre em jejum, com água
– Crianças <15 kg: segurança não estabelecida; uso apenas em protocolos específicos
Via de administração
Oral
Esquema posológico
– Administrar em dose única, calculada em mcg/kg (usar 200 mcg/kg como referência).
– Pode repetir após 7 a 14 dias em escabiose/pediculose.
– Usar balança de dose em campanhas (peso da criança x dose em comprimidos).
– Sempre administrar em jejum; evitar partir comprimidos quando possível.
– Pode repetir após 7 a 14 dias em escabiose/pediculose.
– Usar balança de dose em campanhas (peso da criança x dose em comprimidos).
– Sempre administrar em jejum; evitar partir comprimidos quando possível.
Farmacologia
Classe Terapêutica
Antiparasitário — lactona macrocíclica (avermectina)
Mecanismo de Ação
Liga-se seletivamente aos canais de cloro mediados pelo glutamato em nematódeos, aumentando a permeabilidade da membrana celular ao cloro, causando paralisia e morte do parasita. Não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica humana.
Farmacocinética
Absorção oral variável (~60%), aumenta com alimentos gordurosos.
Ligação proteica ~93%.
Metabolismo hepático (CYP3A4).
Excreção predominantemente fecal (>90%).
Meia-vida plasmática ~18 h.
Ligação proteica ~93%.
Metabolismo hepático (CYP3A4).
Excreção predominantemente fecal (>90%).
Meia-vida plasmática ~18 h.
Interações medicamentosas
– Varfarina: ↑ risco de sangramento (monitorar INR)
– Benzodiazepínicos/barbitúricos: ↑ risco de sedação excessiva
– Uso concomitante com outras avermectinas ou anti-helmínticos: potencial de toxicidade cumulativa
– Benzodiazepínicos/barbitúricos: ↑ risco de sedação excessiva
– Uso concomitante com outras avermectinas ou anti-helmínticos: potencial de toxicidade cumulativa
Tipo de Receituário
Receita branca comum (tarja vermelha), sem retenção
Referências bibliográficas
Blackbook de Pediatria
Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook (Taketomo)
Neofax (Micromedex)
UpToDate – Ivermectin: Pediatric drug information
Bulas Anvisa – Revectina®, Ivermec®, Mectizan®
Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook (Taketomo)
Neofax (Micromedex)
UpToDate – Ivermectin: Pediatric drug information
Bulas Anvisa – Revectina®, Ivermec®, Mectizan®
Uso seguro
Contraindicações
– Hipersensibilidade à ivermectina ou componentes da fórmula
– Crianças <15 kg (exceto protocolos específicos)
– Gravidez e lactação (avaliar risco/benefício)
– Crianças <15 kg (exceto protocolos específicos)
– Gravidez e lactação (avaliar risco/benefício)
Efeitos adversos
Gastrointestinais: náusea, dor abdominal, diarreia
Neurológicos: tontura, cefaleia, sonolência
Cutâneos: prurido, rash, urticária
Hematológicos: linfopenia transitória (raro)
Outros: febre, mialgia, artralgia (reação de Mazzotti em oncocercose)
Neurológicos: tontura, cefaleia, sonolência
Cutâneos: prurido, rash, urticária
Hematológicos: linfopenia transitória (raro)
Outros: febre, mialgia, artralgia (reação de Mazzotti em oncocercose)
Ajustes
Renal: não requer ajuste
Hepática: usar com cautela em IH grave; monitorar sinais de toxicidade
Hepática: usar com cautela em IH grave; monitorar sinais de toxicidade
Uso na gravidez
Categoria C; evitar, salvo risco elevado de complicação parasitária
Uso na lactação
Evitar, salvo orientação especializada. Excreção mínima no leite materno, mas sem dados robustos em lactentes.
Precauções Especiais
– Evitar uso em <15 kg
– Administrar em jejum
– Monitorar em imunodeprimidos (uso repetido pode ser necessário)
– Reação de Mazzotti pode ocorrer em oncocercose (febre, prurido, adenopatia, edema)
– Administrar em jejum
– Monitorar em imunodeprimidos (uso repetido pode ser necessário)
– Reação de Mazzotti pode ocorrer em oncocercose (febre, prurido, adenopatia, edema)
Referências de Dose
Neonatologia
Uso: não recomendado; ausência de estudos de segurança e eficácia.Pediatria geral
Escabiose (sarna), pediculose (piolho):– 200 mcg/kg VO em dose única
– Repetir após 7 a 14 dias, se necessário
Estrongiloidíase intestinal:
– 200 mcg/kg VO em dose única
Oncocercose:
– 150 mcg/kg VO em dose única a cada 6–12 meses
Filariose linfática (Wuchereria bancrofti):
– 200 mcg/kg VO em dose única anual
Larva migrans cutânea (uso alternativo):
– 200 mcg/kg VO em dose única
Observações:
– Administrar sempre em jejum, com água
– Crianças <15 kg: segurança não estabelecida; uso apenas em protocolos específicos
