Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Tienam®, Tiepem®, Imicil®, Penexil®
Apresentações
Pó para solução para infusão IV: frasco-ampola com 500 mg de imipenem + 500 mg de cilastatina
Dose por Idade/faixa etária
Neonatologia
Infecções graves (não SNC):– ≤7 dias de vida (≥1,5 kg): 25 mg/kg IV a cada 12 h (50 mg/kg/dia)
– 8–28 dias de vida (≥1,5 kg): 25 mg/kg IV a cada 8 h (75 mg/kg/dia)
– Prematuros/extremo baixo peso: considerar 20–25 mg/kg IV a cada 12 h (40–50 mg/kg/dia) com monitorização rigorosa e avaliação PK/PD caso disponível
Observações neonatais:
– Não recomendado para meningite; preferir esquemas específicos para SNC.
– Maior risco de convulsões em disfunção renal; ajustar intervalo/dose e monitorar.
Pediatria geral
Infecções graves (sepse, pneumonia hospitalar, intra-abdominais, pele/partes moles complicadas):– 15–25 mg/kg/dose IV a cada 6 h (60–100 mg/kg/dia)
– Máx. 4 g/dia
Pseudomonas/infecções de maior MIC:
– Preferir a extremidade superior (25 mg/kg/dose IV a cada 6 h; 100 mg/kg/dia) se função renal normal
Não usar:
– Meningite (não recomendado pelo fabricante)
Via de administração
Intravenosa (IV). Uso intramuscular não é padronizado em pediatria no Brasil.
Esquema posológico
Reconstituição e diluição (IV):
– Reconstituir cada frasco-ampola 500/500 mg e transferir para bolsa de 100 mL de SF 0,9%, obtendo concentração ~5 mg/mL de imipenem.
– Preferir SF 0,9%; SG 5% pode ser utilizado conforme protocolo institucional, respeitando estabilidade curta.
Tempo de infusão:
– Doses ≤500 mg: infundir em 20–30 minutos.
– Doses >500 mg: infundir em 40–60 minutos.
Estabilidade (após preparo):
– Estável por até ~4 h à temperatura ambiente quando a ~5 mg/mL; até 24 h sob refrigeração (2–8 °C). Usar o quanto antes devido à instabilidade do imipenem.
Compatibilidade/observações:
– Não misturar na mesma bolsa com outros fármacos.
– Cor pode variar de incolor a amarelado sem perda de potência; descartar soluções acastanhadas.
– Considerar infusões mais longas em RN para otimizar T>MIC em patógenos com MIC mais alta.
– Reconstituir cada frasco-ampola 500/500 mg e transferir para bolsa de 100 mL de SF 0,9%, obtendo concentração ~5 mg/mL de imipenem.
– Preferir SF 0,9%; SG 5% pode ser utilizado conforme protocolo institucional, respeitando estabilidade curta.
Tempo de infusão:
– Doses ≤500 mg: infundir em 20–30 minutos.
– Doses >500 mg: infundir em 40–60 minutos.
Estabilidade (após preparo):
– Estável por até ~4 h à temperatura ambiente quando a ~5 mg/mL; até 24 h sob refrigeração (2–8 °C). Usar o quanto antes devido à instabilidade do imipenem.
Compatibilidade/observações:
– Não misturar na mesma bolsa com outros fármacos.
– Cor pode variar de incolor a amarelado sem perda de potência; descartar soluções acastanhadas.
– Considerar infusões mais longas em RN para otimizar T>MIC em patógenos com MIC mais alta.
Farmacologia
Classe Terapêutica
Carbapenêmico (β-lactâmico), associado à cilastatina (inibidor da desidropeptidase renal).
Mecanismo de Ação
Imipenem inibe a síntese da parede celular bacteriana (ligação a PBPs). A cilastatina inibe a desidropeptidase I renal, reduzindo a degradação tubular do imipenem e aumentando concentrações urinárias.
Farmacocinética
Absorção: não aplicável (parenteral).
Distribuição: ampla; penetração variável em LCR (não recomendado para meningite).
Metabolismo: metabolizado pela desidropeptidase I; cilastatina bloqueia a metabolização renal.
Eliminação: predominantemente renal; meia-vida curta (≈1 h em crianças), exigindo múltiplas doses diárias; instabilidade química limita infusões prolongadas fora de condições controladas.
Distribuição: ampla; penetração variável em LCR (não recomendado para meningite).
Metabolismo: metabolizado pela desidropeptidase I; cilastatina bloqueia a metabolização renal.
Eliminação: predominantemente renal; meia-vida curta (≈1 h em crianças), exigindo múltiplas doses diárias; instabilidade química limita infusões prolongadas fora de condições controladas.
Interações medicamentosas
– Ácido valpróico/valproato: redução acentuada dos níveis séricos (risco de convulsões).
– Ganciclovir: aumento do risco de convulsões (evitar).
– Outros β-lactâmicos/aminoglicosídeos na mesma via: evitar co-administração na mesma linha (incompatibilidade físico-química).
– Probenecida: pode aumentar níveis (pouco usado).
– Fármacos que prolongam QT: sem interação direta conhecida, mas sempre revisar o conjunto terapêutico.
– Ganciclovir: aumento do risco de convulsões (evitar).
– Outros β-lactâmicos/aminoglicosídeos na mesma via: evitar co-administração na mesma linha (incompatibilidade físico-química).
– Probenecida: pode aumentar níveis (pouco usado).
– Fármacos que prolongam QT: sem interação direta conhecida, mas sempre revisar o conjunto terapêutico.
Tipo de Receituário
Uso predominantemente hospitalar (parenteral). Dispensação institucional conforme protocolos de antimicrobianos (RDC 20/2011). Fora do ambiente hospitalar, antimicrobianos exigem retenção de receita; esta apresentação é de uso hospitalar.
Referências bibliográficas
Fonseca VM et al. Blackbook Pediatria – 5ª ed., 2019
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer Health; 2024
UpToDate® – tópico: “Imipenem/cilastatin: Pediatric drug information” (acesso em abr/2025)
Consulta à bula do medicamento via Anvisa
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer Health; 2024
UpToDate® – tópico: “Imipenem/cilastatin: Pediatric drug information” (acesso em abr/2025)
Consulta à bula do medicamento via Anvisa
Uso seguro
Contraindicações
Hipersensibilidade a carbapenêmicos, penicilinas ou outros β-lactâmicos (reação cruzada).
Histórico de reações anafiláticas graves a β-lactâmicos.
Cautela/evitar em histórico de convulsões de difícil controle.
Histórico de reações anafiláticas graves a β-lactâmicos.
Cautela/evitar em histórico de convulsões de difícil controle.
Efeitos adversos
SNC: convulsões (especialmente em IR ou doses elevadas), cefaleia, tontura.
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia; colite associada a C. difficile (rara).
Cutâneos: rash, prurido, urticária; reações de hipersensibilidade.
Hematológicos: eosinofilia, trombocitopenia (raros).
Hepáticos: elevação transitória de transaminases/bilirrubina.
Locais: flebite, dor no local de infusão.
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia; colite associada a C. difficile (rara).
Cutâneos: rash, prurido, urticária; reações de hipersensibilidade.
Hematológicos: eosinofilia, trombocitopenia (raros).
Hepáticos: elevação transitória de transaminases/bilirrubina.
Locais: flebite, dor no local de infusão.
Ajustes
Insuficiência renal
Neonatologia:– Reduzir frequência (prolongar intervalos) quando ClCr reduzido; monitorar clinicamente (neurotoxicidade/convulsões) e função renal.
Pediatria geral (orientação prática):
– ClCr ≥70 mL/min/1,73m²: esquema padrão (15–25 mg/kg/dose IV a cada 6 h).
– ClCr 41–70: considerar a cada 8 h.
– ClCr 21–40: considerar a cada 12 h.
– ClCr 6–20: reduzir dose/intervalo (ex.: 250–500 mg a cada 12 h; risco maior de convulsão).
– ClCr ≤5 mL/min/1,73m²: evitar, a menos que hemodiálise seja instituída em até 48 h; preferir dose após HD, com reavaliação.
– Hemodiálise: redosar após a sessão, individualizando.
Insuficiência hepática
– Ajuste específico geralmente não necessário; monitorar enzimas hepáticas em tratamentos prolongados.Uso na gravidez
Categoria C (Anvisa). Utilizar apenas quando o benefício potencial justificar o risco potencial ao feto.
Uso na lactação
Dados humanos limitados; considerar benefício materno versus risco teórico ao lactente. Preferir observação clínica se uso for imprescindível.
Precauções Especiais
– Não usar para meningite.
– Risco de convulsões aumenta em disfunção renal e com ganciclovir/valproato; monitorar e ajustar.
– Estabilidade curta após reconstituição/diluição: preparar próximo do horário da administração.
– Evitar co-infusão com outros fármacos (incompatibilidades).
– Em Pseudomonas ou MIC elevada, preferir doses altas dentro da faixa pediátrica, se função renal permitir.
– Risco de convulsões aumenta em disfunção renal e com ganciclovir/valproato; monitorar e ajustar.
– Estabilidade curta após reconstituição/diluição: preparar próximo do horário da administração.
– Evitar co-infusão com outros fármacos (incompatibilidades).
– Em Pseudomonas ou MIC elevada, preferir doses altas dentro da faixa pediátrica, se função renal permitir.
Referências de Dose
Neonatologia
Infecções graves (não SNC):– ≤7 dias de vida (≥1,5 kg): 25 mg/kg IV a cada 12 h (50 mg/kg/dia)
– 8–28 dias de vida (≥1,5 kg): 25 mg/kg IV a cada 8 h (75 mg/kg/dia)
– Prematuros/extremo baixo peso: considerar 20–25 mg/kg IV a cada 12 h (40–50 mg/kg/dia) com monitorização rigorosa e avaliação PK/PD caso disponível
Observações neonatais:
– Não recomendado para meningite; preferir esquemas específicos para SNC.
– Maior risco de convulsões em disfunção renal; ajustar intervalo/dose e monitorar.
Pediatria geral
Infecções graves (sepse, pneumonia hospitalar, intra-abdominais, pele/partes moles complicadas):– 15–25 mg/kg/dose IV a cada 6 h (60–100 mg/kg/dia)
– Máx. 4 g/dia
Pseudomonas/infecções de maior MIC:
– Preferir a extremidade superior (25 mg/kg/dose IV a cada 6 h; 100 mg/kg/dia) se função renal normal
Não usar:
– Meningite (não recomendado pelo fabricante)
