Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Haldol®
Haldol Decanoato®
Haldol Decanoato®
Apresentações
Comprimidos: 1 mg, 5 mg, 10 mg
Solução oral: 2 mg/mL – frasco 20 mL
Solução injetável: 5 mg/mL – ampola 1 mL (uso hospitalar, IM/IV)
Decanoato injetável (ação prolongada): 50 mg/mL – ampola 1 mL (uso IM, depósito)
Solução oral: 2 mg/mL – frasco 20 mL
Solução injetável: 5 mg/mL – ampola 1 mL (uso hospitalar, IM/IV)
Decanoato injetável (ação prolongada): 50 mg/mL – ampola 1 mL (uso IM, depósito)
Dose por Idade/faixa etária
Neonatos: não recomendado.
Crianças:
– Agitação/psicose: 0,025–0,05 mg/kg/dose VO a cada 8–12 h (máx. 3 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,01–0,02 mg/kg/dose VO/IM/IV a cada 6–8 h (máx. 0,5 mg/dose).
– Delírio em UTI: iniciar 0,01–0,02 mg/kg/dose IV/VO a cada 8 h; ajustar até 0,05 mg/kg/dose (máx. 2 mg/dose).
Adolescentes:
– Psicose/agitação: iniciar 0,5–2 mg VO 2–3x/dia; titular até 5–10 mg/dia (máx. 15 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,5–1 mg VO/IM/IV a cada 6–8 h.
– Delírio em UTI: iniciar 0,5–1 mg IV/VO a cada 8 h; titular lentamente até 3–5 mg/dia conforme resposta clínica.
Crianças:
– Agitação/psicose: 0,025–0,05 mg/kg/dose VO a cada 8–12 h (máx. 3 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,01–0,02 mg/kg/dose VO/IM/IV a cada 6–8 h (máx. 0,5 mg/dose).
– Delírio em UTI: iniciar 0,01–0,02 mg/kg/dose IV/VO a cada 8 h; ajustar até 0,05 mg/kg/dose (máx. 2 mg/dose).
Adolescentes:
– Psicose/agitação: iniciar 0,5–2 mg VO 2–3x/dia; titular até 5–10 mg/dia (máx. 15 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,5–1 mg VO/IM/IV a cada 6–8 h.
– Delírio em UTI: iniciar 0,5–1 mg IV/VO a cada 8 h; titular lentamente até 3–5 mg/dia conforme resposta clínica.
Via de administração
Oral (comprimidos, solução).
Intramuscular e intravenosa (injeção hospitalar).
Intramuscular de depósito (decanoato).
Intramuscular e intravenosa (injeção hospitalar).
Intramuscular de depósito (decanoato).
Esquema posológico
– Dividir doses diárias em 2–3 tomadas (VO).
– Injetável: uso hospitalar, início rápido.
– Decanoato: uso crônico em esquemas mensais (adolescentes >12 anos), reservado a casos de esquizofrenia/resistência.
– Injetável: uso hospitalar, início rápido.
– Decanoato: uso crônico em esquemas mensais (adolescentes >12 anos), reservado a casos de esquizofrenia/resistência.
Farmacologia
Classe Terapêutica
Antipsicótico típico (butirofenona).
Mecanismo de Ação
Antagonista potente de receptores dopaminérgicos D2 no SNC (via mesolímbica, nigroestriatal e hipotalâmica). Efeitos: antipsicótico, antiagitação, antiemético, mas risco de sintomas extrapiramidais.
Farmacocinética
Absorção VO: rápida, biodisponibilidade 60%.
Ligação proteica: 90%.
Metabolismo: hepático (CYP3A4, CYP2D6).
Eliminação: renal e biliar.
Meia-vida: VO ~20 h; decanoato IM até 3 semanas.
Ligação proteica: 90%.
Metabolismo: hepático (CYP3A4, CYP2D6).
Eliminação: renal e biliar.
Meia-vida: VO ~20 h; decanoato IM até 3 semanas.
Interações medicamentosas
– Depressores do SNC: ↑ sedação.
– Fármacos QTc (macrolídeos, fluoroquinolonas, antiarrítmicos): ↑ risco TdP.
– Indutores/inibidores CYP3A4/2D6 alteram níveis.
– Levodopa/agonistas dopaminérgicos: antagonismo.
– Anticolinérgicos: podem mascarar efeitos extrapiramidais.
– Fármacos QTc (macrolídeos, fluoroquinolonas, antiarrítmicos): ↑ risco TdP.
– Indutores/inibidores CYP3A4/2D6 alteram níveis.
– Levodopa/agonistas dopaminérgicos: antagonismo.
– Anticolinérgicos: podem mascarar efeitos extrapiramidais.
Tipo de Receituário
Notificação de Receita B2 (azul), em 2 vias – Lista B2 da Portaria SVS/MS nº 344/1998.
Referências bibliográficas
Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook
Harriet Lane Handbook
UpToDate – Haloperidol (pediatric drug information)
Bulas da Anvisa – Haldol® / Haldol Decanoato®
Blackbook Pediatria
Harriet Lane Handbook
UpToDate – Haloperidol (pediatric drug information)
Bulas da Anvisa – Haldol® / Haldol Decanoato®
Blackbook Pediatria
Uso seguro
Contraindicações
– Hipersensibilidade a haloperidol.
– Doença de Parkinson.
– Depressão grave do SNC.
– Coma.
– Prolongamento de QT conhecido, arritmias ventriculares graves.
– Uso concomitante de fármacos que prolongam QT sem monitorização.
– Doença de Parkinson.
– Depressão grave do SNC.
– Coma.
– Prolongamento de QT conhecido, arritmias ventriculares graves.
– Uso concomitante de fármacos que prolongam QT sem monitorização.
Efeitos adversos
SNC: sintomas extrapiramidais (distonia aguda, parkinsonismo, discinesia tardia), sedação, confusão.
Cardiovascular: prolongamento de QTc, TdP, arritmias, hipotensão ortostática.
Endócrino: ↑ prolactina (galactorreia, ginecomastia, amenorreia).
Gastrointestinal: boca seca, constipação.
Metabólico: ganho de peso (menos que atípicos).
Hematológico: leucopenia, agranulocitose (raro).
Outros: síndrome neuroléptica maligna (grave, rara).
Cardiovascular: prolongamento de QTc, TdP, arritmias, hipotensão ortostática.
Endócrino: ↑ prolactina (galactorreia, ginecomastia, amenorreia).
Gastrointestinal: boca seca, constipação.
Metabólico: ganho de peso (menos que atípicos).
Hematológico: leucopenia, agranulocitose (raro).
Outros: síndrome neuroléptica maligna (grave, rara).
Ajustes
Renal: não exige ajuste significativo, mas cautela em insuficiência grave.
Hepática: metabolismo hepático → usar com precaução; iniciar com doses menores em disfunção moderada/grave.
Hepática: metabolismo hepático → usar com precaução; iniciar com doses menores em disfunção moderada/grave.
Uso na gravidez
Categoria C. Estudos humanos limitados.
Pode causar sintomas extrapiramidais ou de abstinência no recém-nascido.
Evitar salvo necessidade clínica.
Pode causar sintomas extrapiramidais ou de abstinência no recém-nascido.
Evitar salvo necessidade clínica.
Uso na lactação
Excretado no leite materno; risco de sedação, irritabilidade e sintomas extrapiramidais no lactente.
Evitar uso ou monitorar cuidadosamente.
Evitar uso ou monitorar cuidadosamente.
Precauções Especiais
– ECG basal e monitorar QTc, sobretudo em adolescentes.
– Monitorar sinais extrapiramidais regularmente.
– Usar a menor dose eficaz, titular lentamente.
– Em síndrome de Tourette, reservar para casos refratários.
– Em UTI, monitorar risco de delírio versus benefícios.
– Monitorar sinais extrapiramidais regularmente.
– Usar a menor dose eficaz, titular lentamente.
– Em síndrome de Tourette, reservar para casos refratários.
– Em UTI, monitorar risco de delírio versus benefícios.
Referências de Dose
Neonatos: não recomendado.
Crianças:
– Agitação/psicose: 0,025–0,05 mg/kg/dose VO a cada 8–12 h (máx. 3 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,01–0,02 mg/kg/dose VO/IM/IV a cada 6–8 h (máx. 0,5 mg/dose).
– Delírio em UTI: iniciar 0,01–0,02 mg/kg/dose IV/VO a cada 8 h; ajustar até 0,05 mg/kg/dose (máx. 2 mg/dose).
Adolescentes:
– Psicose/agitação: iniciar 0,5–2 mg VO 2–3x/dia; titular até 5–10 mg/dia (máx. 15 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,5–1 mg VO/IM/IV a cada 6–8 h.
– Delírio em UTI: iniciar 0,5–1 mg IV/VO a cada 8 h; titular lentamente até 3–5 mg/dia conforme resposta clínica.
Crianças:
– Agitação/psicose: 0,025–0,05 mg/kg/dose VO a cada 8–12 h (máx. 3 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,01–0,02 mg/kg/dose VO/IM/IV a cada 6–8 h (máx. 0,5 mg/dose).
– Delírio em UTI: iniciar 0,01–0,02 mg/kg/dose IV/VO a cada 8 h; ajustar até 0,05 mg/kg/dose (máx. 2 mg/dose).
Adolescentes:
– Psicose/agitação: iniciar 0,5–2 mg VO 2–3x/dia; titular até 5–10 mg/dia (máx. 15 mg/dia).
– Náuseas/vômitos refratários: 0,5–1 mg VO/IM/IV a cada 6–8 h.
– Delírio em UTI: iniciar 0,5–1 mg IV/VO a cada 8 h; titular lentamente até 3–5 mg/dia conforme resposta clínica.
