Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
FURP-Estreptomicina®.
Apresentações
Pó para solução injetável: 1 g (FURP-Estreptomicina®).
Dose por Idade/faixa etária
Neonatologia
Não recomendada rotineiramente em RN pelo risco de ototoxicidade/nefrotoxicidade.Quando absolutamente necessária (ex.: tuberculose resistente sob equipe especializada): 20–30 mg/kg IM a cada 24 h (20–30 mg/kg/dia); dose máxima 1 g/dia; monitorização clínica e laboratorial estrita.
Pediatria geral
Tuberculose (fase intensiva, sempre em associação): 20–40 mg/kg/dia IM em dose única diária (máx. 1 g/dia).Outras micobacterioses/uso excepcional: 20–30 mg/kg/dia IM em 1 dose diária (máx. 1 g/dia), individualizar conforme protocolo e suscetibilidade.
Via de administração
Exclusivamente intramuscular profunda (glúteo ou vasto lateral).
Não administrar por via intravenosa ou intratecal.
Reconstituir apenas com diluente compatível; não misturar na mesma seringa/bolsa com penicilinas ou outros β-lactâmicos.
Não administrar por via intravenosa ou intratecal.
Reconstituir apenas com diluente compatível; não misturar na mesma seringa/bolsa com penicilinas ou outros β-lactâmicos.
Esquema posológico
Reconstituição: adicionar ~5 mL de diluente estéril ao frasco de 1 g (≈200 mg/mL). Agitar até completa solubilização.
Dose diária: administrar 1 vez ao dia (preferencial).
Duração típica na TB: até 2 meses (fase intensiva) conforme diretriz e resposta clínica, sempre combinada a outros tuberculostáticos.
Monitorização: avaliar função renal (ureia/creatinina) e sinais de ototoxicidade (auditiva/vestibular) antes do início e periodicamente.
Conselhos práticos: alternar locais de aplicação; evitar associação com fármacos ototóxicos/nefrotóxicos; ajustar intervalo em disfunção renal.
Dose diária: administrar 1 vez ao dia (preferencial).
Duração típica na TB: até 2 meses (fase intensiva) conforme diretriz e resposta clínica, sempre combinada a outros tuberculostáticos.
Monitorização: avaliar função renal (ureia/creatinina) e sinais de ototoxicidade (auditiva/vestibular) antes do início e periodicamente.
Conselhos práticos: alternar locais de aplicação; evitar associação com fármacos ototóxicos/nefrotóxicos; ajustar intervalo em disfunção renal.
Farmacologia
Classe Terapêutica
Aminoglicosídeo.
Mecanismo de Ação
Inibe a síntese proteica bacteriana pela ligação à subunidade 30S ribossômica. Bactericida contra Mycobacterium tuberculosis e algumas bactérias gram-negativas.
Farmacocinética
Absorção: não absorvida por via oral; IM com biodisponibilidade completa.
Distribuição: volume de distribuição baixo; penetração limitada no SNC; atravessa placenta; baixa ligação proteica.
Metabolismo: mínimo.
Eliminação: renal, por filtração glomerular, como fármaco inalterado.
Meia-vida: ~2–3 h (prolongada em RN e na insuficiência renal).
Distribuição: volume de distribuição baixo; penetração limitada no SNC; atravessa placenta; baixa ligação proteica.
Metabolismo: mínimo.
Eliminação: renal, por filtração glomerular, como fármaco inalterado.
Meia-vida: ~2–3 h (prolongada em RN e na insuficiência renal).
Interações medicamentosas
↑ Ototoxicidade/nefrotoxicidade com outros aminoglicosídeos, vancomicina, anfotericina B, ciclosporina, platinas (ex.: cisplatina) e diuréticos de alça (furosemida).
Potencializa bloqueio neuromuscular com bloqueadores não despolarizantes ou altas doses de anestésicos; risco maior em hipocalcemia/hipomagnesemia.
Incompatível na mesma seringa/bolsa com penicilinas/cefalosporinas (inativação química).
Potencializa bloqueio neuromuscular com bloqueadores não despolarizantes ou altas doses de anestésicos; risco maior em hipocalcemia/hipomagnesemia.
Incompatível na mesma seringa/bolsa com penicilinas/cefalosporinas (inativação química).
Tipo de Receituário
Receita branca de controle especial (antimicrobianos) em 2 vias, com retenção da 1ª via na farmácia; validade conforme RDC vigente (habitualmente até 10 dias).
Referências bibliográficas
Fonseca VM et al. Blackbook Pediatria – 5ª ed., 2019.
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024.
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer; 2024.
UpToDate® – tópico: “Streptomycin: Pediatric dosing, adverse effects and monitoring” (acesso em abr/2025).
Consulta a bulas aprovadas pela Anvisa (estreptomicina – uso injetável).
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024.
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer; 2024.
UpToDate® – tópico: “Streptomycin: Pediatric dosing, adverse effects and monitoring” (acesso em abr/2025).
Consulta a bulas aprovadas pela Anvisa (estreptomicina – uso injetável).
Uso seguro
Contraindicações
Hipersensibilidade a aminoglicosídeos.
Gestação (risco de ototoxicidade fetal).
Neurite auditiva prévia, miastenia gravis ou outras doenças com bloqueio neuromuscular descompensado.
Insuficiência renal grave sem possibilidade de monitorização e ajuste.
Gestação (risco de ototoxicidade fetal).
Neurite auditiva prévia, miastenia gravis ou outras doenças com bloqueio neuromuscular descompensado.
Insuficiência renal grave sem possibilidade de monitorização e ajuste.
Efeitos adversos
Sistema auditivo/vestibular: zumbido, vertigem, perda auditiva (pode ser irreversível).
Rins: aumento de creatinina/ureia, lesão tubular (geralmente reversível com suspensão).
Neuromuscular/respiratório: bloqueio neuromuscular com fraqueza ou depressão respiratória (raro).
Cutâneo/imunológico: rash, prurido, febre medicamentosa, reações anafilactoides (raras).
Locais de aplicação: dor, induração.
Rins: aumento de creatinina/ureia, lesão tubular (geralmente reversível com suspensão).
Neuromuscular/respiratório: bloqueio neuromuscular com fraqueza ou depressão respiratória (raro).
Cutâneo/imunológico: rash, prurido, febre medicamentosa, reações anafilactoides (raras).
Locais de aplicação: dor, induração.
Ajustes
Insuficiência renal (criança/adolescente):
ClCr ≥ 80 mL/min: dose plena 20–40 mg/kg/dia IM 1x/dia (máx. 1 g/dia).
ClCr 50–79 mL/min: mesma dose a cada 24–36 h.
ClCr 10–49 mL/min: mesma dose a cada 48–72 h.
ClCr < 10 mL/min: considerar dose de ataque (15–20 mg/kg) e manutenção estendida (≥72 h), guiada por clínica/função renal.
Hemodiálise: administrar 5–10 mg/kg após cada sessão (ou redosar conforme níveis/clinical).
Insuficiência hepática: sem ajuste específico; monitorar se houver disfunção renal associada.
ClCr ≥ 80 mL/min: dose plena 20–40 mg/kg/dia IM 1x/dia (máx. 1 g/dia).
ClCr 50–79 mL/min: mesma dose a cada 24–36 h.
ClCr 10–49 mL/min: mesma dose a cada 48–72 h.
ClCr < 10 mL/min: considerar dose de ataque (15–20 mg/kg) e manutenção estendida (≥72 h), guiada por clínica/função renal.
Hemodiálise: administrar 5–10 mg/kg após cada sessão (ou redosar conforme níveis/clinical).
Insuficiência hepática: sem ajuste específico; monitorar se houver disfunção renal associada.
Uso na gravidez
Evitar (categoria de risco fetal D): associação com ototoxicidade e nefrotoxicidade fetais.
Uso na lactação
Excreção baixa no leite; absorção oral pelo lactente é mínima, porém há risco teórico de alteração de flora/ototoxicidade.
Preferir alternativa quando possível; se uso inevitável, monitorar lactente (diarreia, candidíase, ganho ponderal, sinais auditivos).
Preferir alternativa quando possível; se uso inevitável, monitorar lactente (diarreia, candidíase, ganho ponderal, sinais auditivos).
Precauções Especiais
Usar somente em esquemas combinados e conforme protocolos de TB/resistência.
Realizar audiometria/avaliação vestibular e função renal antes e durante o tratamento, aumentando a frequência em RN, lactentes e pacientes com fatores de risco.
Evitar concomitância com fármacos ototóxicos/nefrotóxicos; corrigir distúrbios hidroeletrolíticos.
Não utilizar para infecções do SNC (baixa penetração no LCR).
Educar família/paciente: relatar zumbido, tontura, desequilíbrio, diminuição da audição, redução do débito urinário.
Realizar audiometria/avaliação vestibular e função renal antes e durante o tratamento, aumentando a frequência em RN, lactentes e pacientes com fatores de risco.
Evitar concomitância com fármacos ototóxicos/nefrotóxicos; corrigir distúrbios hidroeletrolíticos.
Não utilizar para infecções do SNC (baixa penetração no LCR).
Educar família/paciente: relatar zumbido, tontura, desequilíbrio, diminuição da audição, redução do débito urinário.
Referências de Dose
Neonatologia
Não recomendada rotineiramente em RN pelo risco de ototoxicidade/nefrotoxicidade.Quando absolutamente necessária (ex.: tuberculose resistente sob equipe especializada): 20–30 mg/kg IM a cada 24 h (20–30 mg/kg/dia); dose máxima 1 g/dia; monitorização clínica e laboratorial estrita.
Pediatria geral
Tuberculose (fase intensiva, sempre em associação): 20–40 mg/kg/dia IM em dose única diária (máx. 1 g/dia).Outras micobacterioses/uso excepcional: 20–30 mg/kg/dia IM em 1 dose diária (máx. 1 g/dia), individualizar conforme protocolo e suscetibilidade.
