Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Mytedom®
Apresentações
Comprimidos (uso oral): 5 mg; 10 mg — caixas com 20 comprimidos
Solução injetável: 10 mg/mL — ampolas de 1 mL; caixas com 10 ou 25 ampolas
Vias aprovadas no Brasil: VO (comprimidos); IM e SC (solução injetável). Não IV.
Solução injetável: 10 mg/mL — ampolas de 1 mL; caixas com 10 ou 25 ampolas
Vias aprovadas no Brasil: VO (comprimidos); IM e SC (solução injetável). Não IV.
Dose por Idade/faixa etária
Neonatos:
– Não usar rotineiramente para analgesia. Em protocolos de síndrome de abstinência neonatal (SAN) sob serviço especializado: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–12 h; titular 10–20%/dose até controle, depois reduzir 10–20%/dia.
Crianças:
– Analgesia (dor moderada/intensa): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (dose máx. por tomada: 5 mg); alternativa IM/SC 0,05–0,1 mg/kg a cada 6–8 h quando VO indisponível.
– SAN/retirada de opioides (ambiente hospitalar): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular conforme escala clínica; desmame 10–20%/24–48 h.
Adolescentes:
– Analgesia: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (máx. 10 mg/dose); considerar intervalos de 8–12 h após estabilização.
– Retirada de opioides: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular e desmamar como acima.
Observações críticas:
• Meia‑vida longa → risco de acúmulo e depressão respiratória tardia; preferir incrementos pequenos e intervalos mais longos após estabilização.
• Injetável no Brasil é IM/SC; reservar para quando VO não for possível.
• Para conversões de outros opioides → realizar apenas por equipe com experiência; risco de superestimação.
– Não usar rotineiramente para analgesia. Em protocolos de síndrome de abstinência neonatal (SAN) sob serviço especializado: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–12 h; titular 10–20%/dose até controle, depois reduzir 10–20%/dia.
Crianças:
– Analgesia (dor moderada/intensa): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (dose máx. por tomada: 5 mg); alternativa IM/SC 0,05–0,1 mg/kg a cada 6–8 h quando VO indisponível.
– SAN/retirada de opioides (ambiente hospitalar): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular conforme escala clínica; desmame 10–20%/24–48 h.
Adolescentes:
– Analgesia: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (máx. 10 mg/dose); considerar intervalos de 8–12 h após estabilização.
– Retirada de opioides: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular e desmamar como acima.
Observações críticas:
• Meia‑vida longa → risco de acúmulo e depressão respiratória tardia; preferir incrementos pequenos e intervalos mais longos após estabilização.
• Injetável no Brasil é IM/SC; reservar para quando VO não for possível.
• Para conversões de outros opioides → realizar apenas por equipe com experiência; risco de superestimação.
Via de administração
Oral (comprimidos).
Intramuscular e subcutânea (solução injetável).
Intramuscular e subcutânea (solução injetável).
Esquema posológico
Analgesia aguda/crônica: iniciar 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; ajustar lentamente por resposta/efeitos adversos; após controle, alongar intervalo (8–12 h). IM/SC nas mesmas faixas quando VO indisponível.
Retirada/SAN: iniciar 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 (até 12) h; após 24–48 h estáveis, reduzir 10–20% da dose total diária a cada 24–48 h.
Monitorização: sedação/respiração (especial nas primeiras 72 h), sinais de prolongamento de QTc, interações (CYP e pró-arrítmicos).
Retirada/SAN: iniciar 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 (até 12) h; após 24–48 h estáveis, reduzir 10–20% da dose total diária a cada 24–48 h.
Monitorização: sedação/respiração (especial nas primeiras 72 h), sinais de prolongamento de QTc, interações (CYP e pró-arrítmicos).
Farmacologia
Classe Terapêutica
Analgésico opioide agonista μ (agonista puro); antagônico de NMDA fraco; inibidor de recaptação de monoaminas fraco.
Mecanismo de Ação
Agonismo nos receptores μ-opioides no SNC (analgesia, sedação, depressão respiratória); leve antagonismo de NMDA e inibição de recaptação de serotonina/noradrenalina podem contribuir para analgesia em dor neuropática.
Farmacocinética
Absorção: VO bem absorvida; efeito de primeira passagem hepática.
Distribuição: alta ligação proteica (60–90%); ampla distribuição tissular.
Metabolismo: hepático (CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9, CYP2D6).
Eliminação: urinária e biliar (fezes).
Meia‑vida: variável e prolongada; ~12–18 h após dose única e até ~13–47 h em uso de manutenção, com grande variação interindividual.
Distribuição: alta ligação proteica (60–90%); ampla distribuição tissular.
Metabolismo: hepático (CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9, CYP2D6).
Eliminação: urinária e biliar (fezes).
Meia‑vida: variável e prolongada; ~12–18 h após dose única e até ~13–47 h em uso de manutenção, com grande variação interindividual.
Interações medicamentosas
CYP inibidores (↑ metadona): azólicos (cetoconazol, voriconazol), macrolídeos (eritromicina), amiodarona, ISRS/ISRN, antirretrovirais → ↑ sedação/QTc; considerar reduzir dose e monitorizar.
CYP indutores (↓ metadona): rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, efavirenz → risco de abstinência/dor; pode exigir ↑ dose.
QTc/pró-arrítmicos: haloperidol, quetiapina, ondansetrona, macrolídeos/fluoroquinolonas → ↑ risco de TdP; monitorar ECG.
Depressores do SNC: benzodiazepínicos, álcool, anti-histamínicos sedativos → ↑ depressão respiratória.
Agonistas parciais/agonistas-antagonistas: buprenorfina, nalbufina, butorfanol → podem precipitar abstinência/reduzir analgesia.
CYP indutores (↓ metadona): rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, efavirenz → risco de abstinência/dor; pode exigir ↑ dose.
QTc/pró-arrítmicos: haloperidol, quetiapina, ondansetrona, macrolídeos/fluoroquinolonas → ↑ risco de TdP; monitorar ECG.
Depressores do SNC: benzodiazepínicos, álcool, anti-histamínicos sedativos → ↑ depressão respiratória.
Agonistas parciais/agonistas-antagonistas: buprenorfina, nalbufina, butorfanol → podem precipitar abstinência/reduzir analgesia.
Tipo de Receituário
Notificação de Receita A (amarela) – Lista A1 da Portaria SVS/MS nº 344/1998; dispensação com retenção de via.
Referências bibliográficas
Neofax (Micromedex) – doses neonatais e SAN
Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook (Taketomo)
Harriet Lane Handbook
UpToDate – Methadone (pediatric drug information; opioid rotation; NAS)
Bulas brasileiras – Mytedom® (Cristália) – comprimidos e solução injetável
Blackbook de Pediatria (edição brasileira)
Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook (Taketomo)
Harriet Lane Handbook
UpToDate – Methadone (pediatric drug information; opioid rotation; NAS)
Bulas brasileiras – Mytedom® (Cristália) – comprimidos e solução injetável
Blackbook de Pediatria (edição brasileira)
Uso seguro
Contraindicações
• Hipersensibilidade à metadona ou componentes da fórmula.
• Depressão respiratória significativa, asma brônquica aguda sem monitorização ou sem suporte disponível.
• Íleo paralítico ou obstrução gastrointestinal suspeita/conhecida.
• Precaução máxima em QT prolongado congênito ou história de arritmias ventriculares.
• Depressão respiratória significativa, asma brônquica aguda sem monitorização ou sem suporte disponível.
• Íleo paralítico ou obstrução gastrointestinal suspeita/conhecida.
• Precaução máxima em QT prolongado congênito ou história de arritmias ventriculares.
Efeitos adversos
SNC: sedação, tontura, sonolência, confusão, euforia/disforia; convulsões (raras).
Respiratório: depressão respiratória, hipoventilação, apneia (dose‑dependente).
Cardiovascular: bradicardia, hipotensão; prolongamento de QTc, torsades de pointes (raro) — risco ↑ com altas doses, hipocalemia, interações.
Gastrointestinal: náuseas, vômitos, constipação, boca seca.
Dermatológico: sudorese, prurido, rash.
Endócrino/metabólico: hipogonadismo/alterações hormonais com uso crônico (classe opioide).
Outros: retenção urinária; dependência física/psíquica; síndrome de abstinência na retirada abrupta.
Respiratório: depressão respiratória, hipoventilação, apneia (dose‑dependente).
Cardiovascular: bradicardia, hipotensão; prolongamento de QTc, torsades de pointes (raro) — risco ↑ com altas doses, hipocalemia, interações.
Gastrointestinal: náuseas, vômitos, constipação, boca seca.
Dermatológico: sudorese, prurido, rash.
Endócrino/metabólico: hipogonadismo/alterações hormonais com uso crônico (classe opioide).
Outros: retenção urinária; dependência física/psíquica; síndrome de abstinência na retirada abrupta.
Ajustes
Renal: não há ajuste formal; como grande parte é eliminada por via biliar/fezes, preferir redução de dose inicial/titulação lenta em DRC grave, com monitorização clínica estreita.
Hepática: metabolização via CYPs → iniciar com doses menores em insuficiência hepática, aumentar intervalos e monitorar sedação/QTc; evitar em hepatopatia descompensada sem monitorização especializada.
Hepática: metabolização via CYPs → iniciar com doses menores em insuficiência hepática, aumentar intervalos e monitorar sedação/QTc; evitar em hepatopatia descompensada sem monitorização especializada.
Uso na gravidez
Categoria C na bula brasileira. Evitar uso para analgesia obstétrica (risco de depressão respiratória neonatal pela longa duração). Em gestantes sob terapia de manutenção, acompanhar feto/RN (risco de SAN).
Uso na lactação
Compatível com cautela (passa para o leite em baixas concentrações). Monitorar sonolência, dificuldade de sucção e ganho ponderal do lactente; evitar doses elevadas e uso concomitante de depressores do SNC.
Precauções Especiais
• Risco de acúmulo: titular lentamente; evitar aumentos frequentes nas primeiras 72 h.
• ECG basal e durante titulação em pacientes de alto risco (história de arritmia, QTc ↑, hipocalemia/magnesemia, uso de pró‑arrítmicos).
• Evitar associação com benzodiazepínicos ou álcool; se inevitável, reduzir doses e monitorar.
• Não usar para dor aguda não complicada fora de ambiente com expertise em opioides de longa meia‑vida.
• Ao descontinuar, reduzir gradualmente (10–20%) para evitar abstinência.
• ECG basal e durante titulação em pacientes de alto risco (história de arritmia, QTc ↑, hipocalemia/magnesemia, uso de pró‑arrítmicos).
• Evitar associação com benzodiazepínicos ou álcool; se inevitável, reduzir doses e monitorar.
• Não usar para dor aguda não complicada fora de ambiente com expertise em opioides de longa meia‑vida.
• Ao descontinuar, reduzir gradualmente (10–20%) para evitar abstinência.
Referências de Dose
Neonatos:
– Não usar rotineiramente para analgesia. Em protocolos de síndrome de abstinência neonatal (SAN) sob serviço especializado: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–12 h; titular 10–20%/dose até controle, depois reduzir 10–20%/dia.
Crianças:
– Analgesia (dor moderada/intensa): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (dose máx. por tomada: 5 mg); alternativa IM/SC 0,05–0,1 mg/kg a cada 6–8 h quando VO indisponível.
– SAN/retirada de opioides (ambiente hospitalar): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular conforme escala clínica; desmame 10–20%/24–48 h.
Adolescentes:
– Analgesia: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (máx. 10 mg/dose); considerar intervalos de 8–12 h após estabilização.
– Retirada de opioides: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular e desmamar como acima.
Observações críticas:
• Meia‑vida longa → risco de acúmulo e depressão respiratória tardia; preferir incrementos pequenos e intervalos mais longos após estabilização.
• Injetável no Brasil é IM/SC; reservar para quando VO não for possível.
• Para conversões de outros opioides → realizar apenas por equipe com experiência; risco de superestimação.
– Não usar rotineiramente para analgesia. Em protocolos de síndrome de abstinência neonatal (SAN) sob serviço especializado: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–12 h; titular 10–20%/dose até controle, depois reduzir 10–20%/dia.
Crianças:
– Analgesia (dor moderada/intensa): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (dose máx. por tomada: 5 mg); alternativa IM/SC 0,05–0,1 mg/kg a cada 6–8 h quando VO indisponível.
– SAN/retirada de opioides (ambiente hospitalar): 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular conforme escala clínica; desmame 10–20%/24–48 h.
Adolescentes:
– Analgesia: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h (máx. 10 mg/dose); considerar intervalos de 8–12 h após estabilização.
– Retirada de opioides: 0,05–0,1 mg/kg/dose VO a cada 6–8 h; titular e desmamar como acima.
Observações críticas:
• Meia‑vida longa → risco de acúmulo e depressão respiratória tardia; preferir incrementos pequenos e intervalos mais longos após estabilização.
• Injetável no Brasil é IM/SC; reservar para quando VO não for possível.
• Para conversões de outros opioides → realizar apenas por equipe com experiência; risco de superestimação.
