Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
Clorafenicol®, Hemofenicol®, Arifenicol® (restrito)
Apresentações
Cápsulas/Comprimidos: 250 mg
Suspensão oral: 25 mg/mL (frasco 60 mL)
Pó para solução injetável: frasco-ampola 1 g (uso hospitalar restrito)
Solução oftálmica: colírio 0,5% (frasco 10 mL)
Suspensão oral: 25 mg/mL (frasco 60 mL)
Pó para solução injetável: frasco-ampola 1 g (uso hospitalar restrito)
Solução oftálmica: colírio 0,5% (frasco 10 mL)
Dose por Idade/faixa etária
Neonatologia
Pré-termo ≤7 dias:– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 12 h (25 mg/kg/dia)
Pré-termo >7 dias:
– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 8 h (37,5 mg/kg/dia)
A termo ≤7 dias:
– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 12 h (25 mg/kg/dia)
A termo >7 dias:
– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 6 h (50 mg/kg/dia)
⚠️ Evitar sempre que possível; risco de síndrome cinzenta.
Pediatria geral
Infecções sistêmicas graves (sepse, rickettsioses, abscessos cerebrais):– 12,5–25 mg/kg/dose IV ou VO a cada 6 h
– Total: 50–100 mg/kg/dia
– Máx. 4 g/dia
Meningite bacteriana:
– 18–25 mg/kg/dose IV q6h (75–100 mg/kg/dia)
Via de administração
Oral, intravenosa (restrito hospitalar), tópica ocular.
Esquema posológico
Administração oral:
– Suspensão oral: agitar bem antes do uso; administrar com seringa dosadora.
– Cápsulas: ingerir com água, preferencialmente após as refeições para reduzir desconforto GI.
Administração intravenosa:
– Reconstituir o pó de 1 g em 10 mL de Água para Injeção.
– Diluir em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
– Infundir lentamente em 30–60 min para reduzir risco de irritação venosa.
– Uso restrito a hospital, com monitoramento hematológico obrigatório.
Administração oftálmica:
– Instilar 1 gota no saco conjuntival inferior do olho afetado a cada 6 h.
– Duração: 7 a 10 dias, conforme resposta clínica.
Observações práticas:
– Não administrar por via intratecal.
– Ajustar intervalos em neonatos conforme idade gestacional e dias de vida (vide seção de doses).
– Evitar uso prolongado sem monitoramento (risco de aplasia de medula).
– Suspensão oral: agitar bem antes do uso; administrar com seringa dosadora.
– Cápsulas: ingerir com água, preferencialmente após as refeições para reduzir desconforto GI.
Administração intravenosa:
– Reconstituir o pó de 1 g em 10 mL de Água para Injeção.
– Diluir em 100 mL de SF 0,9% ou SG 5%.
– Infundir lentamente em 30–60 min para reduzir risco de irritação venosa.
– Uso restrito a hospital, com monitoramento hematológico obrigatório.
Administração oftálmica:
– Instilar 1 gota no saco conjuntival inferior do olho afetado a cada 6 h.
– Duração: 7 a 10 dias, conforme resposta clínica.
Observações práticas:
– Não administrar por via intratecal.
– Ajustar intervalos em neonatos conforme idade gestacional e dias de vida (vide seção de doses).
– Evitar uso prolongado sem monitoramento (risco de aplasia de medula).
Farmacologia
Classe Terapêutica
Antibiótico – Anfenicol.
Mecanismo de Ação
Liga-se à subunidade 50S do ribossomo bacteriano, inibindo a peptidiltransferase e a síntese proteica (efeito bacteriostático; bactericida em altas concentrações contra alguns germes).
Farmacocinética
Absorção: excelente por via oral (>90%).
Distribuição: ampla, incluindo LCR (boa penetração no SNC).
Metabolismo: hepático (glucuronidação).
Eliminação: renal (metabólitos). Meia-vida: 1,5–4 h em crianças, prolongada em RN e insuficiência hepática.
Distribuição: ampla, incluindo LCR (boa penetração no SNC).
Metabolismo: hepático (glucuronidação).
Eliminação: renal (metabólitos). Meia-vida: 1,5–4 h em crianças, prolongada em RN e insuficiência hepática.
Interações medicamentosas
– Inibidores enzimáticos (cimetidina) aumentam níveis séricos.
– Indutores enzimáticos (fenobarbital, fenitoína, rifampicina) reduzem eficácia.
– Pode potencializar anticoagulantes orais e hipoglicemiantes orais.
– Antagonismo com penicilinas e cefalosporinas (efeito bacteriostático versus bactericida).
– Indutores enzimáticos (fenobarbital, fenitoína, rifampicina) reduzem eficácia.
– Pode potencializar anticoagulantes orais e hipoglicemiantes orais.
– Antagonismo com penicilinas e cefalosporinas (efeito bacteriostático versus bactericida).
Tipo de Receituário
Antimicrobiano sob controle especial (tarja vermelha, retenção de receita). Uso sistêmico hospitalar controlado conforme protocolos de infecção.
Referências bibliográficas
Fonseca VM et al. Blackbook Pediatria – 5ª ed., 2019
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer Health; 2024
UpToDate® – tópico: “Chloramphenicol: Pediatric drug information” (acesso em set/2025)
Consulta à bula do medicamento via Anvisa
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer Health; 2024
UpToDate® – tópico: “Chloramphenicol: Pediatric drug information” (acesso em set/2025)
Consulta à bula do medicamento via Anvisa
Uso seguro
Contraindicações
– Hipersensibilidade ao cloranfenicol.
– Recém-nascidos (particularmente prematuros), exceto em situações sem alternativas.
– Histórico de discrasia sanguínea associada a cloranfenicol.
– Recém-nascidos (particularmente prematuros), exceto em situações sem alternativas.
– Histórico de discrasia sanguínea associada a cloranfenicol.
Efeitos adversos
Hematológicos: anemia aplástica idiossincrática (rara, mas grave), anemia megaloblástica, leucopenia, trombocitopenia.
Neonatais: síndrome cinzenta (colapso cardiovascular, distensão abdominal, cianose, hipotermia, mortalidade elevada).
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia.
Neurológicos: cefaleia, confusão, neuropatia óptica (uso prolongado).
Cutâneos: rash, urticária.
Locais (IV): flebite, dor no local.
Neonatais: síndrome cinzenta (colapso cardiovascular, distensão abdominal, cianose, hipotermia, mortalidade elevada).
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia.
Neurológicos: cefaleia, confusão, neuropatia óptica (uso prolongado).
Cutâneos: rash, urticária.
Locais (IV): flebite, dor no local.
Ajustes
Insuficiência renal
– Sem ajuste inicial, mas monitorar níveis séricos (acúmulo de metabólitos pode ocorrer).Insuficiência hepática
– Reduzir dose (risco de acúmulo e toxicidade).– Monitorar níveis plasmáticos e hemograma semanal.
Uso na gravidez
Categoria C (Anvisa). Evitar uso, especialmente no final da gestação (risco de síndrome cinzenta neonatal).
Uso na lactação
Excreta-se no leite. Evitar durante a amamentação pelo risco de toxicidade hematológica no lactente.
Precauções Especiais
– Monitorar hemograma seriado durante uso sistêmico (>7 dias).
– Evitar uso prolongado.
– Uso apenas quando não houver alternativas seguras.
– Contraindicado em profilaxia rotineira.
– Reforçar risco da síndrome cinzenta em neonatos.
– Evitar uso prolongado.
– Uso apenas quando não houver alternativas seguras.
– Contraindicado em profilaxia rotineira.
– Reforçar risco da síndrome cinzenta em neonatos.
Referências de Dose
Neonatologia
Pré-termo ≤7 dias:– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 12 h (25 mg/kg/dia)
Pré-termo >7 dias:
– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 8 h (37,5 mg/kg/dia)
A termo ≤7 dias:
– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 12 h (25 mg/kg/dia)
A termo >7 dias:
– 12,5 mg/kg/dose IV ou VO a cada 6 h (50 mg/kg/dia)
⚠️ Evitar sempre que possível; risco de síndrome cinzenta.
Pediatria geral
Infecções sistêmicas graves (sepse, rickettsioses, abscessos cerebrais):– 12,5–25 mg/kg/dose IV ou VO a cada 6 h
– Total: 50–100 mg/kg/dia
– Máx. 4 g/dia
Meningite bacteriana:
– 18–25 mg/kg/dose IV q6h (75–100 mg/kg/dia)
