Medicamentos
Resumo
Nomes comerciais
AAS®, AAS Protect®, Aceticil®, As-med®, Aspirina Prevent®, Aspirina®, Aspirina Microativa®, Dormec®, Lqfex-Ácido Acetilsalicílico®, Sedalive®, Ecasil-81®, Melhoral®, Salicetil®
Apresentações
Comprimidos simples: 100 mg, 500 mg
Comprimidos revestidos (entéricos/gastro-resistentes): 81 mg, 85 mg, 100 mg, 300 mg, 500 mg
Comprimidos dispersíveis/solúveis: 100 mg (ex.: AAS Infantil®)
Comprimidos de liberação modificada: 500 mg (ex.: Aspirina Microativa®)
Comprimidos revestidos (entéricos/gastro-resistentes): 81 mg, 85 mg, 100 mg, 300 mg, 500 mg
Comprimidos dispersíveis/solúveis: 100 mg (ex.: AAS Infantil®)
Comprimidos de liberação modificada: 500 mg (ex.: Aspirina Microativa®)
Dose por Idade/faixa etária
Neonatologia
Antiplaquetário (cardiopatias congênitas, shunts):– 3–5 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Uso restrito, sob acompanhamento especializado
Pediatria geral
Febre/dor:– 10–15 mg/kg/dose VO a cada 4–6 h
– Máx. 120 mg/kg/dia ou 4 g/dia
⚠️ Evitar uso rotineiro em crianças/adolescentes (risco de síndrome de Reye).
Anti-inflamatório (ex.: artrite juvenil):
– 60–90 mg/kg/dia VO ÷ 4–6
– Em casos selecionados, até 90–120 mg/kg/dia ÷ 4–6 (monitorar toxicidade)
Febre reumática:
– 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6
– Máx. 6 g/dia
– Duração: ≈ 2–3 semanas, conforme evolução clínica
Doença de Kawasaki:
– Fase aguda: 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6 até 48–72 h afebril (ou até 14 dias)
– Fase de manutenção: 1–5 mg/kg/dia VO 1x/dia por 6–8 sem.
Antiplaquetário (profilaxia em cardiopatias, pós-Kawasaki, shunts):
– 1–5 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Alternativa: 2 doses/semana em alguns protocolos
Prótese valvar:
– 3–6 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Máx. usual: 81–100 mg/dia
Via de administração
VO (comprimidos comuns, dispersíveis ou gastro-resistentes). Não há via IV/IM para AAS.
Esquema posológico
Febre/dor (analgésico/antitérmico):
– 10–15 mg/kg/dose VO a cada 4–6 h
– Máx. 120 mg/kg/dia ou 4 g/dia
– Usar apenas quando não houver alternativas mais seguras (paracetamol/ibuprofeno)
Anti-inflamatório (artrite juvenil, inflamações reumáticas):
– 60–90 mg/kg/dia VO divididos a cada 6 h
– Em casos graves, até 120 mg/kg/dia
– Monitorar toxicidade (tinitus, vômitos, sinais de salicilismo)
Febre reumática (fase aguda):
– 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6
– Máx. 6 g/dia
– Duração: geralmente 2–3 semanas, conforme evolução clínica e ausência de cardite
Doença de Kawasaki:
– Fase aguda: 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6 até 48–72 h após desaparecimento da febre (ou até 14 dias)
– Fase de manutenção: reduzir para 1–5 mg/kg/dia VO em dose única diária por 6–8 semanas ou até resolução de alterações coronárias
Antiplaquetário (cardiopatias congênitas, shunts, pós-Kawasaki):
– 1–5 mg/kg/dia VO em dose única diária
– Alternativa usada em alguns protocolos: administração 2x/semana
Próteses valvares cardíacas:
– 3–6 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Máx. usual: 81–100 mg/dia
– Pode ser usado em associação com anticoagulantes, conforme protocolo cardiológico
Recomendações práticas:
– Administrar após refeições para reduzir irritação gastrointestinal
– Comprimidos gastro-resistentes devem ser deglutidos inteiros, sem partir ou mastigar
– Evitar uso concomitante com outros AINEs; se necessário, administrar ibuprofeno ≥8 h antes ou ≥30 min após AAS (não revestido)
– Suspender 5–7 dias antes de procedimentos cirúrgicos eletivos quando o efeito antiplaquetário não for desejado (decisão individualizada)
– 10–15 mg/kg/dose VO a cada 4–6 h
– Máx. 120 mg/kg/dia ou 4 g/dia
– Usar apenas quando não houver alternativas mais seguras (paracetamol/ibuprofeno)
Anti-inflamatório (artrite juvenil, inflamações reumáticas):
– 60–90 mg/kg/dia VO divididos a cada 6 h
– Em casos graves, até 120 mg/kg/dia
– Monitorar toxicidade (tinitus, vômitos, sinais de salicilismo)
Febre reumática (fase aguda):
– 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6
– Máx. 6 g/dia
– Duração: geralmente 2–3 semanas, conforme evolução clínica e ausência de cardite
Doença de Kawasaki:
– Fase aguda: 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6 até 48–72 h após desaparecimento da febre (ou até 14 dias)
– Fase de manutenção: reduzir para 1–5 mg/kg/dia VO em dose única diária por 6–8 semanas ou até resolução de alterações coronárias
Antiplaquetário (cardiopatias congênitas, shunts, pós-Kawasaki):
– 1–5 mg/kg/dia VO em dose única diária
– Alternativa usada em alguns protocolos: administração 2x/semana
Próteses valvares cardíacas:
– 3–6 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Máx. usual: 81–100 mg/dia
– Pode ser usado em associação com anticoagulantes, conforme protocolo cardiológico
Recomendações práticas:
– Administrar após refeições para reduzir irritação gastrointestinal
– Comprimidos gastro-resistentes devem ser deglutidos inteiros, sem partir ou mastigar
– Evitar uso concomitante com outros AINEs; se necessário, administrar ibuprofeno ≥8 h antes ou ≥30 min após AAS (não revestido)
– Suspender 5–7 dias antes de procedimentos cirúrgicos eletivos quando o efeito antiplaquetário não for desejado (decisão individualizada)
Farmacologia
Classe Terapêutica
Anti-inflamatório não esteroide (AINE); antiagregante plaquetário.
Mecanismo de Ação
Acetila irreversivelmente a COX-1 (e COX-2 em doses mais altas), inibindo síntese de tromboxano A2 e prostaglandinas. O efeito antiplaquetário dura por toda a vida da plaqueta (~7–10 dias).
Farmacocinética
Absorção: rápida VO; formulações gastro-resistentes têm absorção retardada
Distribuição: alta ligação a proteínas plasmáticas (salicilato 80–90%)
Metabolismo: hidrólise a salicilato; conjugação hepática (glicuronídeo/salicilato)
Eliminação: renal (pH-dependente); t1/2 do AAS ~15–20 min; salicilato 2–4 h (dose baixa) com cinética não linear em doses altas
Distribuição: alta ligação a proteínas plasmáticas (salicilato 80–90%)
Metabolismo: hidrólise a salicilato; conjugação hepática (glicuronídeo/salicilato)
Eliminação: renal (pH-dependente); t1/2 do AAS ~15–20 min; salicilato 2–4 h (dose baixa) com cinética não linear em doses altas
Interações medicamentosas
Anticoagulantes/antiagregantes (heparinas, varfarina, DOACs, clopidogrel): ↑ risco de sangramento
AINEs (ex.: ibuprofeno): podem antagonizar o efeito antiplaquetário do AAS; espaçar doses
ISRS/ISRN, corticosteroides, álcool: ↑ risco GI de sangramento
Metotrexato: ↓ depuração, ↑ toxicidade (evitar/moderar)
Valproato: ↑ níveis livres; monitorar sinais de toxicidade
Probenecida/uricosúricos: eficácia reduzida por AAS
Vacina varicela/influenza: risco de síndrome de Reye; evitar AAS em doença viral ativa
AINEs (ex.: ibuprofeno): podem antagonizar o efeito antiplaquetário do AAS; espaçar doses
ISRS/ISRN, corticosteroides, álcool: ↑ risco GI de sangramento
Metotrexato: ↓ depuração, ↑ toxicidade (evitar/moderar)
Valproato: ↑ níveis livres; monitorar sinais de toxicidade
Probenecida/uricosúricos: eficácia reduzida por AAS
Vacina varicela/influenza: risco de síndrome de Reye; evitar AAS em doença viral ativa
Tipo de Receituário
Isento de prescrição (MIP) para diversas apresentações orais de AAS no Brasil (venda sem retenção).
Referências bibliográficas
Fonseca VM et al. Blackbook Pediatria – 5ª ed., 2019
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer; 2024
UpToDate® – tópicos: “Aspirin (acetylsalicylic acid): Pediatric drug information”, “Kawasaki disease: Initial treatment and long-term management” (acesso em set/2025)
Consulta às bulas via Anvisa/industriais: AAS Infantil®, AAS Protect®, Aspirina Prevent®, Ecasil 81®, Somalgin Cardio®, Salicetil® (acesso em set/2025)
Young TE, Mangum B. Neofax – 36ª ed., 2024
Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Lexicomp Pediatric & Neonatal Dosage Handbook. 30th ed. Wolters Kluwer; 2024
UpToDate® – tópicos: “Aspirin (acetylsalicylic acid): Pediatric drug information”, “Kawasaki disease: Initial treatment and long-term management” (acesso em set/2025)
Consulta às bulas via Anvisa/industriais: AAS Infantil®, AAS Protect®, Aspirina Prevent®, Ecasil 81®, Somalgin Cardio®, Salicetil® (acesso em set/2025)
Uso seguro
Contraindicações
Hipersensibilidade a salicilatos/AINEs; asma induzida por AAS; sangramento ativo; úlcera péptica ativa; diátese hemorrágica; insuficiência hepática/renal grave; crianças/adolescentes com doença viral (influenza/varicela) pelo risco de síndrome de Reye; 3º trimestre de gestação
Efeitos adversos
Gastrointestinais: dispepsia, náusea, vômito; gastrite/ulceração e sangramento GI
Hematológicos: sangramentos, epistaxe, equimoses
Cutâneos/respiratórios: hipersensibilidade, broncoespasmo em asmáticos sensíveis a AINEs
Hepáticos/renais (doses altas): ↑ transaminases, nefrotoxicidade
Outros: tinnitus (salicilismo), prolongamento de tempo de sangramento; síndrome de Reye (rara, porém grave) associada a uso durante infecções virais
Hematológicos: sangramentos, epistaxe, equimoses
Cutâneos/respiratórios: hipersensibilidade, broncoespasmo em asmáticos sensíveis a AINEs
Hepáticos/renais (doses altas): ↑ transaminases, nefrotoxicidade
Outros: tinnitus (salicilismo), prolongamento de tempo de sangramento; síndrome de Reye (rara, porém grave) associada a uso durante infecções virais
Ajustes
Renal: em doses antiplaquetárias (3–5 mg/kg/dia) geralmente não requer ajuste; usar com cautela em disfunção moderada a grave e monitorar sangramento
Hepática: evitar em insuficiência hepática grave; usar com cautela em doença hepática ativa (↑ sangramento)
Hepática: evitar em insuficiência hepática grave; usar com cautela em doença hepática ativa (↑ sangramento)
Uso na gravidez
Evitar no 3º trimestre (risco de fechamento prematuro do ducto arterioso e sangramento materno/fetal). No 1º–2º trimestres, usar somente se claramente indicado e na menor dose possível.
Uso na lactação
Baixas doses (até 100 mg/dia) são, em geral, compatíveis com a amamentação; evitar doses anti-inflamatórias altas. Monitorar lactente para sinais de sangramento/irritabilidade gastrointestinal.
Precauções Especiais
– Evitar uso em viroses (influenza/varicela); considerar vacinação contra influenza em crianças sob uso prolongado de AAS por indicação cardiológica
– Alergia/asma por AINE: contraindicar
– Avaliar risco-benefício em distúrbios de coagulação e antes de procedimentos invasivos
– Educar família sobre sinais de sangramento e sobre evitar duplicidade com outros AINEs/analgésicos contendo salicilatos
– Alergia/asma por AINE: contraindicar
– Avaliar risco-benefício em distúrbios de coagulação e antes de procedimentos invasivos
– Educar família sobre sinais de sangramento e sobre evitar duplicidade com outros AINEs/analgésicos contendo salicilatos
Referências de Dose
Neonatologia
Antiplaquetário (cardiopatias congênitas, shunts):– 3–5 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Uso restrito, sob acompanhamento especializado
Pediatria geral
Febre/dor:– 10–15 mg/kg/dose VO a cada 4–6 h
– Máx. 120 mg/kg/dia ou 4 g/dia
⚠️ Evitar uso rotineiro em crianças/adolescentes (risco de síndrome de Reye).
Anti-inflamatório (ex.: artrite juvenil):
– 60–90 mg/kg/dia VO ÷ 4–6
– Em casos selecionados, até 90–120 mg/kg/dia ÷ 4–6 (monitorar toxicidade)
Febre reumática:
– 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6
– Máx. 6 g/dia
– Duração: ≈ 2–3 semanas, conforme evolução clínica
Doença de Kawasaki:
– Fase aguda: 80–100 mg/kg/dia VO ÷ 4–6 até 48–72 h afebril (ou até 14 dias)
– Fase de manutenção: 1–5 mg/kg/dia VO 1x/dia por 6–8 sem.
Antiplaquetário (profilaxia em cardiopatias, pós-Kawasaki, shunts):
– 1–5 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Alternativa: 2 doses/semana em alguns protocolos
Prótese valvar:
– 3–6 mg/kg/dia VO, 1x/dia
– Máx. usual: 81–100 mg/dia
